The Beatles e o seu primeiro filme: A Hard Day’s Night

Talvez soe até estranho para alguns ouvidos ouvir sobre um filme dos Beatles, mas dá uma acordada aí, porque eles têm mais de 1 filme… E o primeiro é de 1964. O nome do filme é “A Hard Day’s Night”, com a direção de Richard Lester, roteiro de Alun Owen e rodado em preto e branco. E junto ao filme foi lançado um álbum com o mesmo nome do filme.

Na época, o cinema era um grande divulgador de estrelas do rock. Como foi para Elvis Presley, o grupo achou que essa também seria uma maneira de promover sua música. O filme foi lançado no dia 6 de julho de 1964 e ainda recebeu 2 indicações ao Oscar.

O filme tenta capturar o espírito alegre e a histeria causada pela Beatlemania. Owen teve a idéia de mostrar os Beatles como prisioneiros do seu sucesso, tendo que se esconder sempre de histéricos fãs. O filme começa em uma viagem de trem e termina em um show feito especialmente para a televisão. Os grupo tocam algumas de suas canções do álbum durante o longa. O filme é mais considerado como uma espécie de semi-documentário sobre o auge da beatlemania.

Bom, as músicas todo mundo conhece, né?! Ou pelo menos já ouviu alguma vez na vida.. Tá aí a trilha nome do álbum e do filme:

RENT

O musical de Jonathan Larson,Rent, é inspirado na obra de Puccini,La Boheme, mostra a lealdade e o amor entre os artistas que enfrentam a dificuldade para sobreviver e desenvolver uma carreira na cidade de Nova York nos anos 80,  única diferença entre os dois é que obra de Puccini se passa em Paris.

A peça tem como tema o uso de drogas, desemprego, homossexualidade e a AIDS, coisas que marcaram a época e que eram assuntos polêmicos.

Cada personagem tem uma historia de vida e um “problema” para enfrentar perante o julgamento da sociedade.Roger Davis é um músico que está lutando contra o HIV , espera escrever uma última canção significativa antes de morrer.Mark Cohen,cineasta e narrador da historia,é companheiro de Roger.

Rent aborda assuntos que naquela época ainda eram escondidos e vergonhosos para a sociedade aceitar.E atraves das músicas eles tentam “passar” para o público,que será que relamente vale a pena perder tempo por  qualquer besteira,será que não é melhor dar valor para o que relamente importa,se preocupar com quem esta do seu lado,com os seus reais objetivos.

Uma curiosidade sobre o musical é que antes de estrear, Rent, em Nova York,em 1994, o seu criador Jonathan Larson,morreu repentinamente.Assim muitas dizem que o tamanho do seu sucesso se deve a esse caso.

 

Toy Story

Toy Story é aquele tipo de desenho que passou no cinema, todo mundo assistiu e amou, e quando passa na televisão, você, com certeza, vai parar pra dar uma olhadinha, nem que seja pra dar uma relembrada em alguma cena…

 

É um filme estunidense de aventura e comédia, foi lançado em 1995 e fez tanto sucesso que logo seus criadores escreveram o Toy Story 2, em 1999, e o 3, em 2010. É conhecido por ser o primeiro longa metragem dos estúdios Pixar e também o primeiro da história feito totalmente por computação gráfica.

Os personagens centrais do filme são brinquedos do quarto de um menino de 8 anos, Andy, e a história é toda contada por eles. O brinquedo favorito de Andy é o cowboy de pano, o xerife Woody, que junto com Buzz Lightyear, Cindy, o Sr. Cabeça de Batata, Slinky, Porquinho, Rex e os outros, vivem uma vida normal longe dos humanos, o que Andy nem imagina. A história toma rumo quando o menino está prestes a fazer aniversário e os brinquedos pensam que vão ser trocados por novos brinquedos.

Bom, mas o negócio é o seguinte, prestando atenção na trilha sonora, a gente fica muito mais encantado com a animação e tá aí outro motivo de não perder esse desenho nenhuma vez que passa na tv. Ela é muito cativante! A trilha mais famosa da animação e que, com certeza, todos conhecem é “You’ve got a friend in me”, do Randy Newman.

Titanic – Agora em 3D

Vocês lembram do filme Titanic? Sim, né?! Afinal, não tem como esquecer. Mas para aqueles que não sabem em que mundo vivem e não sabem do que eu to falando, vou falar um pouco da história do filme.

Um jovem aventureiro, Jack, protagonizado por Leonardo Di Caprio, ganha uma passagem, em mesa de jogo, para a primeira viagem do transatlântico Titanic. No navio, apaixona-se pela rica moça Rose Bukater, vivida por Kate Winslet, com quem vive um amor proibido por esta ser noiva de um homem rico e arrogante, Caledon Hockley. Mas a viagem que tinha tudo pra ser mágica, torna-se trágica quando um navio se choca com um iceberg e o “amor de navio” termina por ali, com o Jack congelado caído no oceano. Mas, segundo Rose, esse amor dura pra sempre.

Bom, a história é verídica, deu vida ao filme Titanic, nome do transatlântico, foi lançada originalmente em 1997 e faturou 11 Oscars, inclusive nas categorias de Melhor Filme e Melhor Diretor para James Cameron.

E sabe aquela trilha sonora que você jamais esquece? Ou que até virou a trilha sonora da sua vida? Que dá aquela nostalgia quando você escuta? Pois é, a trilha sonora desse filme, na voz da Celine Dion, com certeza, entrou pra história. Pode até ser meio clichê, mas, pode confessar que tem que vezes que você se pega cantando “My heart will go on”.

O babado da vez é que dia 6 de Abril de 2012 vai lançado o Titanic 3D. Cameron promete não decepcionar com essa “boa nova” nem mesmo os admiradores mais fiéis do filme e há boatos de que haverá a inclusão de algumas cenas totalmente inéditas, que não vieram a público na primeira versão. Ou seja, pra você, assim como eu, que é apaixonado por Titanic, ou que é só curioso mesmo, o negócio é, literalmente, esperar pra ver!

As aventuras de Tintin

Ficha técnica

  • Título original: Les aventures de Tintin
  • Autor: Hergé
  • Ano: 1990
  • Trilha: Ray Parker, Jim Morgan e Tom Szczesniak

“As aventuras de Tintin” surgiu originalmente em 1929, como uma série de histórias em quadrinhos. Foi transposta às telinhas em 1958, mas a adaptação mais conhecida é a de 1990 e é dessa produção que eu vou falar.

Tintin é um jovem repórter viajante que por suas andanças investigativas percorre o mundo sempre ao lado de seu companheiro, o pequeno Milu. Ao longo das aventuras muitos personagens aparecem, mas há os que são regulares: além do cão Milu temos o capitão Haddock e os irmãos Dupond e Dupont.

A série sem dúvida marcou uma geração, começando pela trilha de abertura! Digo por mim, que até hoje é minha referência mais forte de trilhas de ação. Ela também é usada no desenho em momentos de ação, perseguição (nesses casos somente a harmonia) e como tema do próprio Tintin.

A trilha é usada como apresentação dos personagens também em outros casos, como os irmãos Dupond e Dupont. Apesar de detetives, desastrados e desajeitados que são, sempre que estão em cena a dupla é acompanhada basicamente por fagote e piano, em notas bem marcadas com sonoridade semelhante à músicas de circo.

Levando em conta que no caso de um desenho animado até as vozes são escolhidas a dedo, a dublagem também entra nos méritos da sonoplastia. Como há muitos personagens rotativos e alguns poucos dos fixos possuem trilha própria, a caracterização e apresentação de cada um é feita também pela dublagem. O boêmio capitão Haddock tem a rouquidão de anos de embriaguez em alto mar; os vilões geralmente possuem vozes mais secas e falas bem moduladas; e o próprio Tintin, com uma voz clara e firme.

Tenho certeza que a série não agrada apenas os pequenos, pois ela (a sua maneira) tem – e realiza- pretensões de ser uma verdadeira peça de ação. Num geral os efeitos de ambientação e dos objetos são realistas, colaborando com a aproximação do desenho a filmes.

Quanto ao enredo dos episódios, a montanha russa que é a narrativa também é acompanhada pela trilha. Assim, o clima de suspense – e fixação do espectador – se mantém com as constantes viradas das situações.

Para os amantes saudosos do tempo em que Tintin tinha seu horário na TV fica a expectativa do filme que deverá sair aqui no Brasil em 2012. A direção fica a cargo de Steven Spielberg e a trilha será de John Williams, que tem no currículo filmes como “Star Wars” e “Indiana Jones”. Só esperar!

Habana Blues

Ficha Técnica

  • Título original: Habana Blues
  • Direção: Benito Zambrano
  • Gênero: Drama
  • Ano: 2005
  • Trilha sonora: Dayan Abad, Equis Alfonso, Descemer Bueno, Kiki Ferrer, Magda Roa Galván, José Luis Garrido, Juan Antonio Leyva e Kelvis Ochoa

“Habana Blues” é um filme simples que despretensiosamente conta a história dos amigos Ruy e Tito. Os dois são jovens cubanos buscando destaque, reconhecimento e espaço para mostrar sua música (e se tornarem famosos com ela, por que não?!). Ao longo desse percurso dois produtores espanhóis descobrem o talento dos rapazes e é por causa da irresistível proposta de contrato com uma gravadora que surgem os dilemas dos jovens havanos. Ir embora para Espanha significaria deixar para trás família, amigos e propriamente Havana, pois, por motivos políticos, a viagem seria só de ida.

No caso se “Habana” a música tem seu lugar muito bem definido já no roteiro. Logo no começo do filme inclusive tem boas cenas das gambiarras que os músicos (e pode-se dizer que todos) fazem pra conseguirem gravar suas músicas. O setlist da banda varia da música caribenha até o rock, passando por baladas e outras sonoridades. Lógico que tudo com aquela boa pitada caliente que o próprio idioma já se encarrega de dar.

O filme não é um musical, mas poderia muito bem ser. As músicas tratam das histórias dos personagens, seus dramas e a realidade de Cuba. Ruy, por exemplo, tem esposa, dois filhos e luta contra o fim do relacionamento e da própria família. Cansada da vida em Havana, Caridad anuncia a Ruy que fará a travessia ilegal para o continente, levando com ela seus filhos. Após a declaração, Ruy canta para a esposa “Solos tu y yo”, cujos últimos versos dizem:

“Y tengo que dejarte ir, poniendo el mar entre los dos
Pagando el precio de otros que viven de la contradicción
Otra familia que quedó marcada por la separación
Como luchar, con ese sol con la política y con dios”

“Havana Blues” não é um filme que quer falar politicamente de Cuba, mas há uma música que toca no assunto. Traz um batuque marcado pelas congas cubanas misturadas ao rap. São várias vozes se intercalando e crescendo em coro, em tom de protesto, como a voz de um povo. Seus primeiros versos já gritam:

“Todos los negros finos
nos hemos reunido y hemos decidido
no tocar mas rumba”

Certamente é uma daquelas trilhas pra se ter e ouvir com frequência. Enquanto você faz o download de todo o disco, vá esquentando, “habaneando”!

http://www.4shared.com/file/K9zJyxf1/Habana_Blues.htm

O PALHAÇO

 FICHA TÉCNICA

Diretor: Selton Mello

Roteiro: Selton Mello

Elenco: Selton Mello, Paulo José, Tony Tonelada

Gênero: Drama

Ano: 2011

Trilha Sonora: Plínio Profeta

Cara, que filme fantástico. Fotografia, figurino, roteiro, trilha… tudo encaixa, tudo redondo. Selton Mello afirmando seu lugar no cinema. Baita construção metafórica em volta de um ventilador. A comédia arranha em meio o drama vivido pelo palhaço Benjamin, obviamente. Paulo José mais uma vez mandando super bem, captando a essência do personagem.

Selton Mello traz em “O Palhaço” uma história completamente diferente do que o cinema brasileiro tem mostrando nos últimos anos. Esse é um filme, digamos assim, leve, sonhador… não há o desejo de vender o Brasil, nossa gente, nossa praia, nosso tráfico.

O trabalho de Plínio Profeta deve ser reconhecido. O cara construiu uma trilha sonora com certa pegada circense e ao mesmo tempo descolada daquela batidinha repetitiva de circo. O ritmo que rola debaixo da saia de lona conduz Benjamin à busca de sua identidade e leva você a refletir junto com ele, a sonhar com ele.

O filme foi rodado na 35ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, no entanto não foi premiado….

Mas como já diria o Palhaço Puro Sangue…

“O gato bebe leite, o rato come queijo e eu sou palhaço. E você é o que?”