OS FLINTSTONES

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Hanna Barbera produziu esse FANTÁSTICO desenho infantil entre 1960 e 1966. O retrato da simpática família da Idade da Pedra foi transmitida para 80 países em 22 episódios.

Mas o que há de especial na trilha sonora? CARA, simples: é o tipo de trilha que nos 2 primeiros acordes qualquer pessoa que tenha tido oportunidade de ao menos, uma única vez na vida, ver esse desenho, reconhece pro resto da vida.

A trilha foi criada pelo músico e produtor musical Hoyt Curtin – que na época era o diretor musical do estúdio de animação Hanna Barbera.

Divirta-se:

O PALHAÇO

 FICHA TÉCNICA

Diretor: Selton Mello

Roteiro: Selton Mello

Elenco: Selton Mello, Paulo José, Tony Tonelada

Gênero: Drama

Ano: 2011

Trilha Sonora: Plínio Profeta

Cara, que filme fantástico. Fotografia, figurino, roteiro, trilha… tudo encaixa, tudo redondo. Selton Mello afirmando seu lugar no cinema. Baita construção metafórica em volta de um ventilador. A comédia arranha em meio o drama vivido pelo palhaço Benjamin, obviamente. Paulo José mais uma vez mandando super bem, captando a essência do personagem.

Selton Mello traz em “O Palhaço” uma história completamente diferente do que o cinema brasileiro tem mostrando nos últimos anos. Esse é um filme, digamos assim, leve, sonhador… não há o desejo de vender o Brasil, nossa gente, nossa praia, nosso tráfico.

O trabalho de Plínio Profeta deve ser reconhecido. O cara construiu uma trilha sonora com certa pegada circense e ao mesmo tempo descolada daquela batidinha repetitiva de circo. O ritmo que rola debaixo da saia de lona conduz Benjamin à busca de sua identidade e leva você a refletir junto com ele, a sonhar com ele.

O filme foi rodado na 35ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, no entanto não foi premiado….

Mas como já diria o Palhaço Puro Sangue…

“O gato bebe leite, o rato come queijo e eu sou palhaço. E você é o que?”

Clockwork Orange

 Ficha técnica

Diretor: Stanley Kubrick

Roteiro: Stanley Kubrick

Título original: A Clockwork Orange

Elenco: Malcolm McDowell, Patrick Magee e  Michael Bates

Gênero: drama/ficção científica

Ano: 1971

Trilha: Walter Carlos (hoje, Wendy Carlos)

Clássico. Clássico do gênio. Isso resume esta obra prima de Kubrick.

Hoje farei um post direto. Sem maiores explicações do filme. Quem não sabe da história, assista o filme, não procure resumos em internet. Lembre que “Laranja Mecânica” é um clássico e deve ser visto!

O filme foi (e ainda é) um dos mais polêmicos no cinema mundial, colocando em cheque o método behaiviorista de psicologia. O comportamento ultraviolento do protagonista Alex é sempre contraposto com músicas clássicas, as imagens selecionadas por Kubrick para cada compasso hora explicitam a tensão da trilha, hora fazem justamente o contrário.

Digamos que este filme é inteirinho composto por uma incrível seleção musical. Um estupro tem como canção Singin’ in the Rain, a 9ª Sinfonia de Beethoven pode ser escutada no início como algo relaxante e desesperador no final.

Stanley Kubrick faz da trilha sonora algo extremamente necessário em seu filme, ela faz parte da história, costura o filme. Poucos são os diretores que conseguem fazer filmes assim, poucos são os que conseguem fazer da trilha algo essencial para a construção de um personagem. GÊNIO, GÊNIO.

MULHERES APAIXONADAS

Ficha Técnica:

Roteiro: Manoel Carlos

Direção: Ricardo Waddington, Ricardo Gomes,José Luiz Villamarim, Ary Coslov e Marcelo Travesso.

Exibição: Rede Globo

Ano: fevereiro a outubro de 2003

Atores e Atrizes Principais: Christiane Torloni, Tony Ramos,Alinne Moraes, José Mayer, Carolina Dieckmann, Dan Stubach, Helena Rinaldi, Suzana Vieira,Rodrigo Santoro e Camila Pitanga.

Mulheres Apaixonadas deixa marcas na memória de cada telespectador que acompanhou cada capítulo dessa trama.

Há quem se identifique com ela pelo enredo (que de maneira geral se aproxima das idéias, de fato, de uma mulher apaixonada, seja em qual for a situação- boa ou não), mas há também quem se identifique pela trilha.

O enredo traz histórias água com açúcar, de mulheres apaixonadas. Tem mulher que tem um ótimo casamento, outra já está em crise; tem mulher em fase se deslumbramento, outra que tem medo; tem menina-mulher oferecida, mas tem também a recatada. O básico, que bem desenvolvido, consegue prender boa parte do público-alvo nesta parte horário nobre: mulheres! Até admito que há casos polêmicos (homossexualismo,alcoolismo e agressão física), mas ainda assim, continuam dentro do cotidiano de muitas mulheres brasileiras.

Ai você me pergunta: Tá legal, se a novela foi assim básica, por que foi tão marcante?

Ai eu te respondo:  Um dos principais motores dessa trama foi a trilha sonora, que por sinal tem 3 álbuns. Um verdadeiro mix de sucessos “chiclete” da época, nacional e internacional. O interessante é que, neste caso, as trilhas são realmente o reflexo de seus personagens e não mero preenchimento sonoro “cool”.

Era quase unânime a sensação dos telespectadores. Aparecia um personagem e lá estávamos nós, cantando a música-tema dele, sem ela nem ter entrado ainda. E o inverso também acontecia. Já sabíamos que o personagem tal ia entrar no instante seguinte numa situação quase que esperada.

As trilhas fizeram parte da construção dos papéis dessa novela, foi algo realmente pensado. E até hoje, quando escutamos certas músicas, falamos: “Nossa, essa música tocava em Mulheres Apaixonadas!”, “Adoro essa música, ela era a música da Clara!”…

Sem contar com a vinheta de abertura, que é o maior espelho do nome (e do enredo) da trama. “Pela Luz dos Olhos Teus” de Tom Jobim e Miúcha foi estrategicamente encaixada em uma seleção de fotos – enviadas pelos telespectadores – de casamentos, mulheres grávidas, casais jovens e idosos, famílias… Digamos assim, que foi algo inovador e envolvente para o público brasileiro.

Veja aqui se você conhece ao menos 8 músicas listadas: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mulheres_Apaixonadas_(trilha_sonora)

Acredito que você conseguiu achar 8 músicas conhecidas no seu repertório nessa lista… mesmo.

Rádio Cidade- A rádio rock

Mudando um pouco dos últimos posts.. hoje vamos falar de rádio. A escolhida é a extinta carioca: Rádio Cidade – a rádio rock (102,9)

A emissora nasceu em maio de 1977 com um propósito pop (acredite!), inspirada no formato da americana WBLS, de Los Angeles. Com público jovem e de classe média, a rádio tinha linguagem simples, descontraída e informal e um hit-parade eclético, no entanto, limitado. Logo se tornou a líder FM no Rio de Janeiro.

O desenvolvimento veio rápido e logo a Rádio Cidade entrou em rede, para São Paulo, Recife,Belo Horizonte, Salvador, Vitória e Porto Alegre, fora outras regiões do país.

 

Entre 1983 e 1984 vimos o auge da Rádio Cidade, com o formato pop estabilizado. A emissora foi pioneira na disco music no Brasil, além de contar com uma veia humorística neste período.

 

Mas como nem tudo são flores… O declínio da Rádio Cidade é totalmente focado no sucesso do evento Rock in Rio em1985. Aemissora que na época não “levantava a bandeira” deste estilo sofreu fortes críticas por tentar ser uma espécie de “dublê do rock”.

Nos anos seguintes, até 1990, o plano para reverter essa história era voltar ao estilo pop eclético. Mas com um vai e vem de outras emissoras, a Rádio Cidade investe novamente no rock e, em 1994, ela surge com elementos de linguagem e técnica da Jovem Pan 2, ritmo frenético de edição de vinhetas e módulos musicais.

 

É exatamente neste momento que a rádio tenta transformar o roqueiro carioca rebelde na forma e conservador na essência. Não é nem preciso dizer que o plano mais uma vez foi por água abaixo, e que a emissora a cada ano que passava desmoralizava um pouco o segmento. A audiência foi ao chão, o mercado de rock focou nas novas tecnologias (downloads de MP3) e a “nova” Rádio Cidade – a rádio rock foi extinta em fevereiro de 2006, dando lugar na frequência para a Oi Fm.

 

Escute as vinhetas antigas da emissora: http://www.locutor.info/RadioCidade/Audio/Radio%20Cidade%20Vinheta%201.mp3

 

O outro lado de Charles Chaplin

Inicialmente pergunto-lhe: você sabe o que é cinema mudo?

Muita gente pensa e acredita que cinema mudo é uma obra que não tem fala, som, efeitos, nada. Simplesmente imagens. ERRADO.

Um filme mudo não possui de fato uma trilha sonora de acompanhamento, ou seja, a trilha não complementa as imagens exibidas na tela, mas sim, FALA  por estas imagens juntamente com músicas ou efeitos sonoros executados no momento da exibição do filme. Esse é o conceito primário de cinema mudo.

A idéia de combinar filmes com sons gravados é praticamente tão antiga quanto o cinema, mas por conta da inexistência tecnológica isso não era viável até o final dos anos 20.

Hoje, o nome da vez é Charles Chaplin. E é ai que entra o fato mais legal: vou mostrar o lado desconhecido dele, aquele que a maior parte das pessoas não sabe que existiu – o lado compositor do grande cineasta.

Charles Chaplin era muito preocupado com a pertinência e a qualidade das músicas que acompanhavam as aventuras de Carlitos, por isso mesmo que o próprio Chaplin compunha as trilhas sonoras de seus filmes mudos.

As partituras criadas por ele eram enviadas junto com as películas para os pianistas executarem durante as exibições, porque Charles achava que se desse liberdade para eles criarem suas próprias composições, muitas vezes poderia comprometer o significado das cenas criadas por ele.

Charles Chaplin foi um dos pioneiros das trilhas sonoras. A verdade é que no início ele não tinha fundamentação musical, e precisava cantarolar suas melodias para que os compositores profissionais conseguissem “transcrever seus emoções” nas partituras. Mas depois de desenvolver tanto seus conhecimentos musicais e contar com a ajuda dos avanços tecnológicos, o cineasta começou a dedicar-se mais na elaboração dos aspectos sonoros de suas obras.

E conseguiu surpreender. Chaplin compôs as músicas de seus 7 últimos filmes a partir de Luzes da Cidade (1931) e Tempos Modernos (1935), seguindo assim com O Grande Ditador (1940) – este foi o primeiro filme falado de Charles Chaplin -, Monsieur Verdoux (1947), A Condessa de Hong Kong (1967), Luzes da Ribalta (1952) e Um Rei em Nova York (1957).

Um fato curioso é que no filme “Luzes da Ribalta”, o tema foi tão forte que, 21 anos depois, quando se livrou da censura americana enquanto foi banido durante o período da Guerra Fria, Chaplin ganhou o Oscar por Melhor Trilha Sonora pelo filme.

Nas décadas seguintes, o cineasta e compositor chegou a produzir a trilha de seus primeiros filme como O Garoto, Em Busca do Ouro (1925) e O Circo (1928), lançados antes do surgimento das trilhas sonoras.

Percebeu que o cara é mesmo digno do adjetivo MESTRE. Sir Charles Chaplin não nos deixou apenas boas imagens, mas também boas trilhas. Um verdadeiro cineasta!

AVENIDA Q

Ficha Técnica:

 

Nome original:Avenue Q

Direção e roteiro: Cláudio Botelho, Christina Trevisan e Charles Möeller

Ano: 2003

Trilha Sonora: Robert Lopez e Jeff Marx

 

 

 

 

O musical Avenida Q é totalmente desligado de pudores e censuras, o que é colocado em contraponto com os bonecos manipulados pelos atores, que lembram os personagens do Vila Sésamo e do Muppets Show.

O espetáculo transborda piadas que envolvem a política brasileira, as facções mais radicais evangélicas e até os bobos e vazios personagens da novela juvenil da Globo, Malhação. Sem contar com as tiradas irônicas e sádicas sobre gays, judeus, negros e orientais.

A diferença principal está na trilha e nos efeitos dessa peça. As músicas apresentam letras cômicas, valorizando o pop, que costuram e incrementam o que está sendo falado pelos personagens. Os efeitos são extremamente pontuais e bem colocados.

O resultado dessa mistura criteriosamente escolhida pelos produtores da trilha é brilhante! Não há uma pessoa que saia da sala sem cantarolar uma das músicas – até mesmo a mais pesada delas que fala sobre pornografia.

O ponto fraco do espetáculo em si é o segundo ato, bem mais fraco que o primeiro, menos envolvente, para não dizer sonolento. Umas músicas ou outras tentam levantar o fechamento da história.

Mas num resumo geral, é muito válido ver essa peça irreverente, jovem e extremamente moderna. E como a análise neste nosso caso é focada na sonoplastia, a avaliação do espetáculo é ótima!

Vamos ver se você não vai ficar cantarolando essa musiquinha o dia todo….